Painting

Crítica de arte por Márcio Scheel sobre Edna Carla Stradioto

A Edna é uma das artistas plásticas mais talentosas que tenho o privilégio de conhecer e de quem tenho a felicidade de ser amigo.

Há, na sua pintura, uma delicadeza de cores e de formas, um equilíbrio no uso dos materiais, um domínio técnico do traço que são as marcas características de uma artista que encontrou sua linguagem, que se sente confortável com suas escolhas e técnicas, que empenhou o melhor do seu tempo e do seu trabalho no estudo sistemático da própria pintura. O que faz dela esse tipo de artista cada vez mais raro – aquele que conhece a história da arte, que se situa criticamente em relação a ela e autoconsciente do próprio trabalho.

Some-se a isso a capacidade penetrante de investigar os temas de suas pinturas, de buscar compreendê-los essencialmente, de sondar sua natureza menos evidente antes de torná-los objeto da representação. Nesse sentido, suas aquarelas são, sem dúvida, o ponto alto de sua criação. Mais do que delicadas ou sensíveis, elas carregam consigo um apelo poético fascinante, porque desvelam algo da condição humana dos retratados, porque evocam certos sentimentos ou sensações que, naturalmente, não se deixam perceber ou não se entregam à primeira vista.

É o caso, por exemplo, de “So sad to be transformed in a clow” (2015), em que, sem que seja possível definir com precisão, temos uma mulher que chora e se transforma num palhaço, ou um palhaço triste que volta lentamente a ser uma mulher. A ambiguidade que a imagem coloca em jogo, sobretudo no colorido dos olhos e da boca, em contraste com o resto do rosto, que vai perdendo seus contornos, ilumina a natureza patética que tanto o riso quanto a melancolia sempre tentam dissimular. O riso e a melancolia – as faces de Jano da vida, esta a qual nos damos.

É assim que suas aquarelas, principalmente na representação de retratos de pessoas conhecidas ou imaginadas, aparecem como o flagrante estético da, na falta de uma palavra melhor, alma do representado. É assim que, ao contemplar por algum tempo essas imagens, percebemos como o olhar dos modelos funcionam, a um só tempo, como porta de entrada para a própria pintura e como radiografia das emoções secretas que a artista traz à tona com a sutileza de seus traços. O patético é nossa condição fundamental, parte inalienável do que somos, nossa medida no mundo, mas também de nossas alegrias e prazeres. Somos criaturas essencialmente comovidas. E é bom saber que ainda existem artistas como a Edna, capazes de ver, sentir e resgatar essa emoção.

PS – Abaixo, o catálogo do “Circuito de Arte Europeu”, no qual ela foi convidada a expor alguns das suas aquarelas, inclusive, o meu retrato, que ela tão gentilmente pintou e com o qual me surpreendeu ao me presentear. Essa aquarela fica, claro, na parede do corredor em frente ao meu escritório, bem diante da porta, onde eu posso vê-la sempre que passo. Não por conta de um narcismo qualquer ou de uma bobeira de vaidade, mas porque sempre que o vejo, esse retrato me devolve um pouco de mim mesmo, de uma humanidade que o dia à dia sempre acaba por nos furtar. Porque sempre que o vejo me lembro que existe a Edna, a pintura, a arte e que a beleza ainda nos salva.

 

Edna Carla Stradioto

Edna Carla Stradioto is an emerging independent artist from Brazil and she has just started her professional career as watercolor painter in 2012. she had had her first experience with painting when she was a teenager, but she dropped out of the brushes to study Business, which she had followed for many years. Without ever totally abandoning her artistic side, she decided to give her a 360 degree shot in her life. In 2012, he abandoned his financial career and returned to painting. “The beginning was difficult, I did not have any painting material anymore, I did not know how to approach to the brushes and have no idea what people were doing in watercolor painting, I felt uncomfortable painting again. Totally amateur”.

Edna just paints watercolors. Explaining why he has chosen watercolor as her unique medium, she says “watercolor has a visual appeal that satisfies me. I can be soft or make me gush colors, layers on layers. I can build a narrative composition within others. The color palette is versatile. I can use paper, canvas, cardboard, fabric, almost anything to paint. On top of the watercolor, I can use ink, pastel, acrylic. Watercolor painting is so contemporary, authentic, and multi-dimensional that it dialogues with all other arts. Imagetically, it is possible to approach all styles, to make any theme, and to remain unique among all other mediums. I can’t see myself doing any other thing”.

Edna has been concentrating all her efforts to build her name as a name in watercolor painters. In 2018 she could be seen in different galleries, in Brazil, Italy, Austria and France. She is going to be in Nederland, Switzerland, England, Portugal, France again, and in Brazil, on the first half of 2019. Also, she is in some important online platforms. “I am available 24/7 for my career. I answer phones, reply emails and messages, I’m in the social media, I prepare projects, I paint, and I am pluritasks”. If you send a message to her, you need to be prepared. She is going to answer you personally and faster than you could image.

She teaches watercolor techniques in his studio, in art galleries, as well as workshops in Brazil. Nowadays her work is focused on observing and studying nature landscapes, specially grass fields, such as Cortaderia Selloana, known as Pampas Grass.

For additional information and purchasing details contact bye mail: contato@ednastradioto.com.br.

Follow her on Instagram: estradioto

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